Veja de novo: o comum também sabe brilhar

Veja de novo: o comum também sabe brilhar

Veja de novo: o comum também sabe brilhar

Querida amiga humana,

Para você que está cansada de ver o mundo em tons de cinza, este texto não veio pedir que pinte o dia de uma cor que ainda não consegue sentir.

Veio apenas se sentar ao seu lado e reconhecer: quando a alma está sobrecarregada, até aquilo que amamos pode perder o contorno.

Talvez os seus dias não estejam exatamente vazios.

Talvez estejam cheios demais.

Cheios de tarefas repetidas, pensamentos que não descansam, notícias, expectativas e pequenas urgências.

E, no meio de tudo isso, o olhar aprende a passar depressa pelas coisas.

A xícara vira apenas uma xícara.

A janela vira apenas passagem de luz.

A voz de alguém querido chega, mas você já está respondendo à próxima preocupação.

Não há nada de errado em você por isso. O cansaço também muda as cores do mundo.

Uma segunda chance para aquilo que você já conhece

Ver de novo não é fingir entusiasmo.

Não é transformar cada detalhe em uma lição, nem procurar beleza como quem cumpre uma obrigação.

É oferecer ao que se tornou habitual uma segunda oportunidade de tocar você.

Imagine o fim de uma tarde comum. Você entra na cozinha sem esperar nada.

Sobre a mesa, há um copo de água, uma toalha um pouco amassada e uma faixa de sol atravessando o chão.

Por um instante, a luz encontra o vidro e espalha um pequeno reflexo na parede. Nada extraordinário aconteceu.

E, ainda assim, alguma coisa dentro de você percebe: a vida continua passando luz pelas frestas.

O brilho do comum quase nunca faz barulho. Ele aparece na água morna do banho, no cheiro de uma roupa limpa, na mensagem que pergunta se você chegou bem, na cadeira que recebe o seu corpo, no pão que alguém colocou sobre a mesa.

São detalhes que não pedem aplauso. Apenas presença.

A porta que já existe dentro de você

Talvez você pense que perdeu a capacidade de se encantar. Mas essa capacidade não desapareceu.

Ela pode estar apenas protegida, recolhida sob camadas de pressa e exaustão.

Há uma porta dentro de você que não se abre com esforço.

Ela se abre quando o olhar desacelera o suficiente para perguntar: o que eu atravessei hoje sem realmente encontrar?

A resposta não precisa ser grandiosa.

Pode ser o som da água enchendo um copo.

A sombra de uma planta se movendo na parede.

O seu próprio corpo sustentando você por mais um dia. Um gesto que já aconteceu tantas vezes que deixou de ser percebido como cuidado.

Nesse instante, a gratidão não chega como uma ordem.

Ela nasce como reconhecimento. Não diz que tudo está bem.

Diz apenas: isto também existe. Isto também é vida. Isto também me alcançou.

Veja de novo

Hoje, você não precisa procurar um grande motivo para agradecer.

Escolha apenas uma coisa comum e fique com ela por alguns segundos a mais. Não tente torná-la especial.

Pergunte silenciosamente o que ela carrega.

Talvez uma caneca carregue manhãs atravessadas.

Talvez uma chave carregue abrigo.

Talvez uma fotografia carregue um vínculo que o tempo não apagou.

Talvez as suas próprias mãos carreguem tudo o que você já cuidou, criou, segurou e recomeçou.

É assim que o cinza começa a ganhar profundidade.

Não porque a realidade foi substituída, mas porque você voltou a enxergar mais de uma camada dela.

Você pode fazer isso. Não precisa mudar o mundo inteiro diante dos seus olhos.

Basta abrir uma pequena fresta e permitir que algo conhecido seja visto como se estivesse chegando até você pela primeira vez.

Um convite do livro

Em O Mundo Fantástico da Gratidão, esse novo olhar não é apresentado como uma técnica para negar os dias difíceis.

É um caminho de retorno: do automático para a presença, da ausência para o encontro, do que parecia sem cor para aquilo que ainda guarda luz. A cada vez que você vê de novo, uma parte sua também volta a ser vista.

Leve isso com você: você não perdeu a capacidade de se encantar. Talvez ela apenas esteja descansando sob o cansaço — esperando que você volte a olhar sem pressa.

Em que parte desse texto você se reconheceu?

 

Carolina Tomazetti é a autora do livro da gratidão que faz parte da espiritualidade moderna

Carolina Tomazetti

Eu sou Autora e Fundadora aqui da Aurya, meu espaço dedicado à espiritualidade moderna, ao amor e à volta a nossa essência amorosa de ser.

Através dos meus livros, eu crio caminhos para compartilhar a minha caminhada do meu despertar. Quando finalmente eu compreendi, com o coração e com o cabeção, que a minha natureza é Amor.

Meu último lançamento é o livro O Mundo Fantástico da Gratidão - Criando a Realidade Física através do Amor. Esse livro é uma jornada de amor, para compreender e viver através da lógica do amor.

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