Querida alma, respira comigo.
Talvez você sinta uma falta que não tem nome.
Uma sensação de que a vida escondeu alguma coisa de você.
Tudo continua no lugar de sempre — a casa, as pessoas, os dias — e ainda assim parece que a graça foi embora.
Eu vivi exatamente isso.
Na monotonia do dia a dia, o meu mundo foi ficando cinza. Tudo continuava no mesmo lugar, mas algo em mim já não conseguia enxergar a cor.
Sempre parecia que faltava algo. Uma separação entre onde eu estava e o que eu queria viver.
Entre quem eu era e onde morava o amor.
Como se a vida tivesse escondido a sua mágica de mim.

Transição — O Abraço
Mas talvez a mágica nunca tenha ido embora. Talvez eu é que tinha parado de olhar com o coração.
Se hoje você sente esse cinza, eu quero que saiba: não há nada de errado com você.
Ninguém nos ensinou a ver as cores que já existiam. Fomos treinadas para procurar o que falta, para pôr os pés no chão, para desconfiar do que é bom.
E os olhos, cansados de tanto buscar a ausência, esqueceram como reconhecer a presença.
Nós vemos no mundo o reflexo do que somos. O meu mundo estava cinza porque a minha imensidão estava cinza.
E aqui está a parte mais bonita: nada precisou mudar por fora para que a cor voltasse.
Aos poucos, o meu mundo cinza foi ficando colorido. Não porque tudo havia mudado lá fora.
Mas porque algo, dentro de mim, voltava a florescer.
Coração do Post — 3 minutos para reencontrar uma cor
Não vou te pedir para achar tudo bonito de repente. Só um pequeno gesto, agora.
Pare por um instante e olhe ao redor, devagar, como se fosse a primeira vez.
Procure uma única cor que já está aqui, e que você tinha deixado de ver.
O azul do céu numa fresta de janela.
O dourado de uma luz na parede.
O verde de uma planta.
O tom da sua própria pele.
Descanse os olhos nela por alguns segundos. Só isso.
Não precisa sentir uma emoção enorme. Apenas note: essa cor sempre esteve aqui, me esperando.
E deixe nascer um pequeno reconhecimento — não da cabeça, do peito.
Porque uma nova forma de ver é sempre o começo de uma nova forma de viver.

Convite — O Livro
Se algo em você quer reaprender a enxergar a cor que já existe — não lá na frente, quando tudo estiver resolvido, mas aqui, neste corpo, neste agora — este caminho continua.
Que a mágica sempre esteve aqui. E que os seus olhos, devagarinho, podem reaprender a ver.
Leve isso com você: você não perdeu as cores da vida. Só esqueceu, por um tempo, de olhar com o coração. E olhar com o coração é algo que se reaprende.
Aurya💫